quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sobre o que não vai voltar.

Hoje, mais uma vez, me peguei pensando na fragilidade dos relacionamentos que um dia cheguei a pensar que fossem durar uma vida. No auge da paixão, não é difícil imaginar qual será a cor do nosso sofá, do piso do banheiro ou que queremos um nome diferente pros nossos filhos. Mas, e depois que acaba? O que resta? São só lembranças daquilo que foi bonito e ficou com toda força. Não é incomum, no meio de um dos meus vários devaneios diários, uma lágrima escorrer de saudade. Saudade das ligações de madrugada depois de um pesadelo, das tardes de sábado deitados no chão da sala, saudade da parceria e do companheirismo que sempre foram enormes. Saudade de fechar os olhos, deitar a cabeça no teu peito e saber que vai ter alguém ali, me segurando como se eu fosse a coisa mais importante do mundo, velando o meu sono e quando eu acordar vai me dizer que eu parecia um anjo dormindo. Saudade do que passou e não vai mais voltar, mas vai estar sempre aqui, guardado dentro de mim junto com toda a beleza da história que eu tenho pra contar.

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